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Monumento histórico que deveria ser preservado, pois é a nossa história viva.
Foto: Álvaro Braga.
HISTÓRIA DA BARRA: MELO UCHÔA
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| Melo Uchôa (Wikipédia com alterações do texto anterior do IBGE - 25/08/2011 - Foto:Álvaro Venícius de Oliveira Braga). |
MELO UCHÔA (Wikipédia com alterações do texto anterior do IBGE).
Conta-se que, nos anos seguintes à Independência, em razão de constantes
sublevações ocorridas em Riachão, no Maranhão, o cearense Manoel Rodrigues de
Melo Uchôa, nascido em Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, homem de
reconhecida honradez e educação, resolveu viajar à São Luís, a fim de manter
contatos e conquistar boas relações de amizade que pudessem valer naqueles
tempos difíceis. Entre estas, foi a do ilustre Cônego Machado, por quem Melo
Uchôa foi aconselhado a escolher um lugar entre a Chapada, atual Grajaú, e
Pastos Bons, a fim de ali iniciar nova povoação.
No modo de julgar de alguns, tal atitude tinha finalidade política, ou seja, a
de evitar que os eleitores percorressem grandes distâncias. Melo Uchôa, então,
imbuído de grande civismo, teve a ideia de viajar pelo sertão maranhense.
Em 1835, Manoel Rodrigues de Melo Uchôa acompanhado por alguns amigos, um
escravo e depois por alguns índios canelas, chamados "mateiros",
embrenhou-se mata adentro, permanecendo por muito tempo, sem nem sequer dar
notícias aos seus familiares. E margeando o rio Corda, até a sua embocadura no
rio Mearim, deparou-se com um lugar que achou ideal para fundar a nova cidade,
porque oferecia ótimas condições topográficas, além de comodidades relativas ao
suprimento de água potável e possibilidade de navegação fluvial até São Luís.
Melo Uchôa chegou onde hoje está Barra do Corda no dia 3 de maio de 1835, dia
de Santa Cruz. Por esta razão deu nome ao lugar de Santa Cruz da Barra do
Corda. Depois Barra do Rio das Cordas, para finalmente ficar somente Barra do
Corda. Foram os muitos cipós que se enrolavam em forma de corda, úteis para se
atravessar o rio de um lado para o outro que motivaram a denominação.
Sua esposa, D. Hermínia Francisca Felizarda Rodrigues da Cunha, fazendo-se
acompanhar de seu compadre Sebastião Aguiar, foi a sua procura, viajando até a
fazenda "Consolação", onde, devido ao adiantado estado de gestação em
que se encontrava, viu-se obrigada a permanecer lá, até o nascimento da criança.
Dias depois, continuando a procura, os viajantes depararam-se com uma barraca
de palha, onde estivera Melo Uchôa e onde eles também descansaram por alguns
dias.
Um índio mateiro apareceu nas imediações e informou, no seu linguajar
titubeante, que Melo Uchôa havia morrido desde quando a lua ainda era
pequenina. Sebastião acalmou dona Hermínia, dizendo-lhe que os índios
costumavam mentir e ordenou então ao seu escravo, de nome Antônio Mulato, que
seguisse pela contra pista do índio a fim de procurar o compadre. Caso o
encontrasse, deveria detonar sua arma como aviso. Não demorou muito, ouviu-se a
detonação. Melo Uchoa fora encontrado e em pouco tempo estavam todos reunidos.
Melo Uchôa relatou suas aventuras, informando sobre a planície cortada por dois
rios, considerando-a o lugar apropriado para a povoação desejada.Ao dar sua
esposa à luz uma menina, Melo Uchôa exclamou: "Feliz é a época que
atravesso. A providência acaba de me agraciar com duas filhas risonhas e
diletas - a Altina Tereza e a futura cidade, que edificarei". Ao voltar ao
local onde pretendia construir a nova cidade, já agora acompanhado de sua
família, alguns amigos e índios, levantou um esboço topográfico, detalhando os
contornos da última curva do Corda e mais acidentes locais. Mais tarde, levou o
"croquis" ao conhecimento do Presidente da Província, Antônio Pedro
da Costa Ferreira, por intermédio de outro prestimoso amigo, o Desembargador
Vieira. Assim teve início a fundação de Barra do Corda, em 1835.
A partir dessa data, Manoel Rodrigues fixou residência em Barra do Corda.
Comandou a demarcação das ruas da cidade de modo que ficassem em quadras iguais
de cem metros, no sentido de que todas estivessem voltadas para o nascente. Há
no município a Praça Melo Uchôa, única homenagem a sua pessoa, Além de um
povoado denominado Uchôa.
Melo Uchôa tinha o posto de Tenente de Primeira Linha e foi precursor da
abertura de estradas e da proteção aos índios, no século passado, sendo o
primeiro encarregado desse serviço.
Construiu a primeira estrada entre Barra do Corda e Pedreiras, com 240
quilômetros de extensão. Faleceu em Barra do Corda, segundo em 7 de setembro de
1866, deixando sete filhos.
Colaborando com o fundador, após sua morte, empenharam-se no desenvolvimento de
Barra do Corda, entre outros, Abdias Neves, Frederico Souza Melo Albuquerque,
Isaac Martins, Frederico Figueira, Fortunato Fialho, Anibal Nogueira, Vicente
Reverdoza e Manoel Raimundo Maciel Parente Parente, como brasileiros que
cuidaram abnegadamente da vida político-administrativa e do desenvolvimento de
Barra do Corda. Maciel Parente foi o primeiro "Juiz de Paz", eleito
por unanimidade de votos, no dia 7 de setembro de 1856.
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EM 07 DE SETEMBRO DE 2011 PUBLICAMOS A SEGUINTE PESQUISA, TRAZENDO A DATA DE 07
DE SETEMBRO DE 1861 COMO A DATA DO ÓBITO DO FUNDADOR, CONFORME A MONOGRAFIA DE
BARRA DO CORDA DE 1930, CORROBORADO POR GALENO BRANDES.
Melo Uchoa morreu há 150 anos
(07.09.1861 / 07.09.2011)
Por Álvaro Braga
No próximo dia 7 de setembro de 2011, quarta, dia da Independência do Brasil,
também é o aniversário de 150 anos do falecimento do fundador de Barra do
Corda, o cearense Manoel Rodrigues de Melo Uchoa.
A data foi descoberta graças à pertinácia do saudoso professor Galeno Edgar
Brandes, que em seu livro Barra do Corda na História do Maranhão desmistifica a
versão de que o fundador teria falecido em 1866, e prova com documentos que
nessa data ele já era falecido, veja:
“Sobre Mello Uchôa, a Monografia do Município do ano de 1930 registra: “O
inolvidável fundador de Barra do Corda faleceu a 7 de setembro de 1861”.
Para a data tão significativa para nossa história, vamos presentear a cidade
com o rosto do fundador da Barra, sonho antigo dos cordinos.
Encomendamos um quadro (veja foto), que será apresentado ao público no dia 7 de
setembro, e registramos o fato histórico em Cartório, com os seguinte teor:
“R E Q U E R I M E N T O
Dra. Iolanda Nepomuceno Silva
Tabeliã do Cartório do 2º Ofício
Barra do Corda – MA
Vimos por meio deste requerer o
registro de uma pintura em quadro, emoldurado em estilo barroco, com forro de
duratex, realizado utilizando-se a técnica de óleo sobre tela, prevalecendo as
cores em tons envelhecidos, em uma superfície porosa, com a dimensão de 01 (um)
metro por 80 (oitenta) centímetros.
A pintura em questão é um retrato
artístico estilizado do fundador de Barra do Corda, o cearense Manoel Rodrigues
de Mello Uchôa, que fundou a cidade no dia 03 de maio de 1835, no exato lugar
da confluência dos rios Corda e Mearim, atual Porto da Sapucaia.
Para se chegar às feições mais próximas do rosto original, intensas pesquisas
foram diligenciadas e com base em relatos da bisneta Mariínha Miranda e do
bisneto José Maria de Mirada Uchôa, que afirmou, que se fosse produzido no
futuro um retrato de seu bisavô, este deveria possuir a indumentária de um
bandeirante. Esse fato foi testemunhado por Eurico Arruda e pelo falecido
pintor Alcebíades Lopes.
Uma efígie então tomou forma, somando-se às características físicas, as
pesquisas históricas e os relatos testemunhais, que apontaram para o rosto do
neto legítimo Marcelino Miranda, com alguns traços de José Maria Uchôa.
A histórica obra de arte foi idealizada ainda em 2008 pelo historiador Álvaro
Braga, que concluiu ser o ano de 2011, o ano ideal para a apresentação do
quadro do fundador a toda a sociedade de Barra do Corda, mais precisamente no
dia 7 de setembro de 2011, ocasião em que se comemoram 150 anos de sua morte:
1861 – 2011, de acordo com descobertas do professor Galeno Edgar Brandes, em
seu livro Barra do Corda na História do Maranhão, que nos diz, ainda, que o
fundador foi enterrado em uma cova rasa, no cemitério São Benedito, local onde
atualmente encontra-se a Praça Gomes de Castro, mais conhecida como Praça do
Sítio.
Coube a honrosa tarefa de ser o primeiro a pintar a efígie de Mello Uchôa, ao
grande artista das cores, o pintor Pedro Luz, que não mediu esforços para
transmitir para a tela todas as informações de que dispunha e legar para a
posteridade essa magnífica obra de arte.
Barra-cordenses, eis Manoel Rodrigues de Melo Uchoa, o fundador de Barra do
Corda!
Barra do Corda
(MA), 25 de agôsto de 2011
Álvaro Venícius de Oliveira Braga – Historiador”
Álvaro Venícius de Oliveira Braga – Historiador”


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