segunda-feira, 18 de maio de 2015




VELHA CASA DO PRIMEIRO AEROPORTO DE BARRA DO CORDA

Na velha casinha de madeira morava e trabalhava o Sebastião, vulgo Cego do Candeira, que vendia passagens e couro de gato maracajá para os passageiros dos aviões que faziam escala na Barra.
Uma vez, Juarez Bílio, Zé Menezes e outros amigos resolveram pregar uma peça no Cego do Candeira.
Juarez tinha a mesma voz de Frei Bernardino e então o Zé Menezes, brincalhão como ninguém, chegou e falou sério:
– Sebastião, eu trouxe o frei Bernardino para lhe confessar, porque você nunca se confessou e está vivendo em pecado!
O cego se amedrontou e consentiu.
Juarez imitando frei Bernardino começou: – Então, filho mio, o que tem a contar à Deus?
O cego respondeu: – Eu fiz muita malcriação, seu padre, carrego a culpa de ter roubado muita manga do quintal de uma véia; joguei muita pedra em cachorro e calango; respondia muito pra minha mãe e brechava muita menina tomando banho, nua, no riacho quando eu enxergava!
Juarez demonstrando zanga disse: – Ora, ora, ora…já tá com saliência, sujeito? Vai pagar penitência de rezar cem Ave Maria e cem Pai Nosso, tá ouvindo?
O Cego do Candeira, de cabeça baixa, só respondeu: – Sim, Frei Bernardino!









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terça-feira, 21 de abril de 2015

FLOR DE JITIRANA - UM SIMBOLO CORDINO

Uma planta que se desenvolve bem, em nossa região, no mês de maio; a cidade de Barra do Corda, fica coberta por um manto de jitirana, de uma beleza natural estonteante, que faz qualquer pessoa se apaixonar ainda mais por nossas belezas, o clima dá um toque especial com a cerração que cobre a cidade no inicio das manhãs de maio. Nosso bravo descobridor, o cearense "Melo Uchôa" se apaixonou pelo vale onde corria os rios Corda e Mearim, quando aqui chegou no dia 03 de maio DE 1835, e por essa vegetação que  esplendera, que cobria a região.

Nome Científico: Ipomoea cairica
Sinonímia: Convolvulus cairicus, Ipomoea palmata, Ipomoea pentaphylla, Ipomoea tuberculata
Nome Popular: Ipoméia, jitirana, jetirana, corriola, campainha, corda-de-viola
Família: Convolvulaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Brasil
Ciclo de Vida: Anual
   



Mas, segundo comentário de  Celso Pires Araújo, em uma postagem de nosso amigo Álvaro Braga, em sua página de Facebook é uma planta linda [...]  fiquei em dúvida quanto à grafia. no dicionário houaiss, tem jitirana, com J, como palavra datada de 1782, uma planta angiosperma, palavra de origem tupi, yetí'rama. agora, com G, no dicionário de um site de pesquisa está assim:"Ajuda a soltar de nosso coração os ressentimentos e mágoas ligados a velhas situações do passado. Nos ensina a soltar os sentimentos negativos criando espaço em nossa psique para renascer com mais alegria e prosperidade, o que não acontece quando ficamos guardando ressentimentos e detritos emocionais que nos aprisionam em padrões repetitivos e dolorosos". Não é curioso? curiosamente gitirano também se refere aos ciganos. as palavras são belas armadilhas.


Ipomoea cairica (L.) Sweet, pertencente a essa família, é uma planta trepadeira que cresce em regiões tropicais e subtropicais do mundo.Conhecida popularmente como corda-de-viola, é considerada uma espécie invasora, mas existem vários relatos da sua utilização na medicina popular brasileira


Uso medicinalA infusão feita com as folhas é utilizada popularmente no tratamento de erupções cutâneas, especialmente aquelas acompanhadas por febre. Remédios preeparados com as raízes, além de serem utilizados para as condições clínicas citadas, também são usados na hepatite. Alonso (1988) ainda atribui tanto às folhas quanto às raízes de I. cairica, uma ação purgativa, embora Pio Correia (1978) relate a utilização dessa espécie como antidiarréico e antissifilítico. Franco e Fontana (1997) citam a utilização das partes aéreas da planta como antiinflamatório e anti-reumático.



https://www.facebook.com/alvaro.braga.75

sexta-feira, 20 de março de 2015

BARRA DO CORDA " PRINCESA DO SERTÃO"








Barra do Corda, vista do Alto do Calvário



Praça Melo Uchôa

Encontro do Rios Corda e Mearim, no centro de Barra do Corda-Ma

Ponte Nova no Bairro Cai N'Água
Município maranhense da Região Centro Sul do Maranhão, localizada no centro geográfico do Maranhão, na confluência dos Rio Corda possui águas claras e frias, e Rio Mearim. que possui águas esverdeadas e mornas sendo totalmente navegável a partir da confluência com o Rio Corda. Fundada em 3 de maio de 1835 por Manoel Rodrigues de Melo Uchôa, Barra do corda é hoje uma área de apenas 7.950 km², com uma população de cerca de 85.60 mil habitantes em 2014.

MEMÓRIAS DE BARRA DO CORDA - MA


Rua Aarão Brito x Rua Irmã Helena
Nesta casa Florêncio Brandes da Silva, em 1920, montou a Pharmácia do Povo.

Monumento histórico que deveria ser preservado, pois é a nossa história viva.
Foto: Álvaro Braga.




HISTÓRIA DA BARRA: MELO UCHÔA


Melo Uchôa (Wikipédia com alterações do texto anterior do IBGE - 25/08/2011 - Foto:Álvaro Venícius de Oliveira Braga).



MELO UCHÔA (Wikipédia com alterações do texto anterior do IBGE).

Conta-se que, nos anos seguintes à Independência, em razão de constantes sublevações ocorridas em Riachão, no Maranhão, o cearense Manoel Rodrigues de Melo Uchôa, nascido em Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, homem de reconhecida honradez e educação, resolveu viajar à São Luís, a fim de manter contatos e conquistar boas relações de amizade que pudessem valer naqueles tempos difíceis. Entre estas, foi a do ilustre Cônego Machado, por quem Melo Uchôa foi aconselhado a escolher um lugar entre a Chapada, atual Grajaú, e Pastos Bons, a fim de ali iniciar nova povoação.
No modo de julgar de alguns, tal atitude tinha finalidade política, ou seja, a de evitar que os eleitores percorressem grandes distâncias. Melo Uchôa, então, imbuído de grande civismo, teve a ideia de viajar pelo sertão maranhense.
Em 1835, Manoel Rodrigues de Melo Uchôa acompanhado por alguns amigos, um escravo e depois por alguns índios canelas, chamados "mateiros", embrenhou-se mata adentro, permanecendo por muito tempo, sem nem sequer dar notícias aos seus familiares. E margeando o rio Corda, até a sua embocadura no rio Mearim, deparou-se com um lugar que achou ideal para fundar a nova cidade, porque oferecia ótimas condições topográficas, além de comodidades relativas ao suprimento de água potável e possibilidade de navegação fluvial até São Luís.
Melo Uchôa chegou onde hoje está Barra do Corda no dia 3 de maio de 1835, dia de Santa Cruz. Por esta razão deu nome ao lugar de Santa Cruz da Barra do Corda. Depois Barra do Rio das Cordas, para finalmente ficar somente Barra do Corda. Foram os muitos cipós que se enrolavam em forma de corda, úteis para se atravessar o rio de um lado para o outro que motivaram a denominação.
Sua esposa, D. Hermínia Francisca Felizarda Rodrigues da Cunha, fazendo-se acompanhar de seu compadre Sebastião Aguiar, foi a sua procura, viajando até a fazenda "Consolação", onde, devido ao adiantado estado de gestação em que se encontrava, viu-se obrigada a permanecer lá, até o nascimento da criança. Dias depois, continuando a procura, os viajantes depararam-se com uma barraca de palha, onde estivera Melo Uchôa e onde eles também descansaram por alguns dias.
Um índio mateiro apareceu nas imediações e informou, no seu linguajar titubeante, que Melo Uchôa havia morrido desde quando a lua ainda era pequenina. Sebastião acalmou dona Hermínia, dizendo-lhe que os índios costumavam mentir e ordenou então ao seu escravo, de nome Antônio Mulato, que seguisse pela contra pista do índio a fim de procurar o compadre. Caso o encontrasse, deveria detonar sua arma como aviso. Não demorou muito, ouviu-se a detonação. Melo Uchoa fora encontrado e em pouco tempo estavam todos reunidos.
Melo Uchôa relatou suas aventuras, informando sobre a planície cortada por dois rios, considerando-a o lugar apropriado para a povoação desejada.Ao dar sua esposa à luz uma menina, Melo Uchôa exclamou: "Feliz é a época que atravesso. A providência acaba de me agraciar com duas filhas risonhas e diletas - a Altina Tereza e a futura cidade, que edificarei". Ao voltar ao local onde pretendia construir a nova cidade, já agora acompanhado de sua família, alguns amigos e índios, levantou um esboço topográfico, detalhando os contornos da última curva do Corda e mais acidentes locais. Mais tarde, levou o "croquis" ao conhecimento do Presidente da Província, Antônio Pedro da Costa Ferreira, por intermédio de outro prestimoso amigo, o Desembargador Vieira. Assim teve início a fundação de Barra do Corda, em 1835.
A partir dessa data, Manoel Rodrigues fixou residência em Barra do Corda. Comandou a demarcação das ruas da cidade de modo que ficassem em quadras iguais de cem metros, no sentido de que todas estivessem voltadas para o nascente. Há no município a Praça Melo Uchôa, única homenagem a sua pessoa, Além de um povoado denominado Uchôa.
Melo Uchôa tinha o posto de Tenente de Primeira Linha e foi precursor da abertura de estradas e da proteção aos índios, no século passado, sendo o primeiro encarregado desse serviço.
Construiu a primeira estrada entre Barra do Corda e Pedreiras, com 240 quilômetros de extensão. Faleceu em Barra do Corda, segundo em 7 de setembro de 1866, deixando sete filhos.
Colaborando com o fundador, após sua morte, empenharam-se no desenvolvimento de Barra do Corda, entre outros, Abdias Neves, Frederico Souza Melo Albuquerque, Isaac Martins, Frederico Figueira, Fortunato Fialho, Anibal Nogueira, Vicente Reverdoza e Manoel Raimundo Maciel Parente Parente, como brasileiros que cuidaram abnegadamente da vida político-administrativa e do desenvolvimento de Barra do Corda. Maciel Parente foi o primeiro "Juiz de Paz", eleito por unanimidade de votos, no dia 7 de setembro de 1856.
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EM 07 DE SETEMBRO DE 2011 PUBLICAMOS A SEGUINTE PESQUISA, TRAZENDO A DATA DE 07 DE SETEMBRO DE 1861 COMO A DATA DO ÓBITO DO FUNDADOR, CONFORME A MONOGRAFIA DE BARRA DO CORDA DE 1930, CORROBORADO POR GALENO BRANDES.
Melo Uchoa morreu há 150 anos
(07.09.1861 / 07.09.2011)
Por Álvaro Braga
No próximo dia 7 de setembro de 2011, quarta, dia da Independência do Brasil, também é o aniversário de 150 anos do falecimento do fundador de Barra do Corda, o cearense Manoel Rodrigues de Melo Uchoa.
A data foi descoberta graças à pertinácia do saudoso professor Galeno Edgar Brandes, que em seu livro Barra do Corda na História do Maranhão desmistifica a versão de que o fundador teria falecido em 1866, e prova com documentos que nessa data ele já era falecido, veja:
“Sobre Mello Uchôa, a Monografia do Município do ano de 1930 registra: “O inolvidável fundador de Barra do Corda faleceu a 7 de setembro de 1861”.
Para a data tão significativa para nossa história, vamos presentear a cidade com o rosto do fundador da Barra, sonho antigo dos cordinos.
Encomendamos um quadro (veja foto), que será apresentado ao público no dia 7 de setembro, e registramos o fato histórico em Cartório, com os seguinte teor:

“R E Q U E R I M E N T O
Dra. Iolanda Nepomuceno Silva
Tabeliã do Cartório do 2º Ofício
Barra do Corda – MA

Vimos por meio deste requerer o registro de uma pintura em quadro, emoldurado em estilo barroco, com forro de duratex, realizado utilizando-se a técnica de óleo sobre tela, prevalecendo as cores em tons envelhecidos, em uma superfície porosa, com a dimensão de 01 (um) metro por 80 (oitenta) centímetros.
A pintura em questão é um retrato artístico estilizado do fundador de Barra do Corda, o cearense Manoel Rodrigues de Mello Uchôa, que fundou a cidade no dia 03 de maio de 1835, no exato lugar da confluência dos rios Corda e Mearim, atual Porto da Sapucaia.
Para se chegar às feições mais próximas do rosto original, intensas pesquisas foram diligenciadas e com base em relatos da bisneta Mariínha Miranda e do bisneto José Maria de Mirada Uchôa, que afirmou, que se fosse produzido no futuro um retrato de seu bisavô, este deveria possuir a indumentária de um bandeirante. Esse fato foi testemunhado por Eurico Arruda e pelo falecido pintor Alcebíades Lopes.
Uma efígie então tomou forma, somando-se às características físicas, as pesquisas históricas e os relatos testemunhais, que apontaram para o rosto do neto legítimo Marcelino Miranda, com alguns traços de José Maria Uchôa.
A histórica obra de arte foi idealizada ainda em 2008 pelo historiador Álvaro Braga, que concluiu ser o ano de 2011, o ano ideal para a apresentação do quadro do fundador a toda a sociedade de Barra do Corda, mais precisamente no dia 7 de setembro de 2011, ocasião em que se comemoram 150 anos de sua morte: 1861 – 2011, de acordo com descobertas do professor Galeno Edgar Brandes, em seu livro Barra do Corda na História do Maranhão, que nos diz, ainda, que o fundador foi enterrado em uma cova rasa, no cemitério São Benedito, local onde atualmente encontra-se a Praça Gomes de Castro, mais conhecida como Praça do Sítio.
Coube a honrosa tarefa de ser o primeiro a pintar a efígie de Mello Uchôa, ao grande artista das cores, o pintor Pedro Luz, que não mediu esforços para transmitir para a tela todas as informações de que dispunha e legar para a posteridade essa magnífica obra de arte.
Barra-cordenses, eis Manoel Rodrigues de Melo Uchoa, o fundador de Barra do Corda!


Barra do Corda (MA), 25 de agôsto de 2011
Álvaro Venícius de Oliveira Braga – Historiador”